21 de maio: Marcha do mundo contra a Monsanto

Neste próximo dia 21 de Maio haverá um movimento global incluindo 36 países que irão às ruas para dizer BASTA a Monsanto. Para quem não conhece, a Monsanto é a maior produtora de herbicidas do mundo e sementes transgênicas, e está entre as cem empresas mais lucrativas dos EUA. O grande negócio da Monsanto são os venenos. Uso o termo “veneno” e não agrotóxico pois veremos nos parágrafos seguintes quantos venenos ingerimos graças à Monsanto.

Os herbicidas (eliminadores de ervas daninhas) a base de Glifosato, caso do Roundup, representam mais de um sexto do total das vendas da empresa.  A Monsanto fazia uma propaganda do Roundup onde dizia que ele era “biodegradável” e “inócuo para o meio ambiente”. O Governo dos EUA obrigou a empresa a tirar estas expressões da propaganda e a pagar uma multa de US$ 50 mil.

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Os resultados de uma pesquisa científica da Universidade de Buenos Aires mostram que doses mínimas de glifosato causaram defeitos no cérebro, intestino e coração de fetos de várias espécies de anfíbios — um modelo tradicional de estudo para avaliação de efeitos fisiológicos em vertebrados, cujos resultados podem ser comparáveis ao que aconteceria com embriões humanos.

A subsidiária da Monsanto, GD Searle, produz o adoçante artificial Aspartame, vendido sob o nome comercial de “Nutrasweet” e “Equal”. Em 1981, quatro anos antes da Monsanto comprar a Searle, a FDA (Agência que controla os alimentos e fármacos dos EUA) confirmou que “o Aspartame poderia induzir a tumores cerebrais”. A FDA cancelou a licença de venda do Aspartame, mas um grupo nomeado pelo presidente Ronald Reagan anulou tal decisão. Um estudo mais recente, publicado no Journal of Neuropathology and experimental neurology, de 1996, voltou a citar a relação entre o aumento no número de cânceres cerebrais devido ao uso da substância.

O primeiro produto geneticamente modificado que se comercializou no mundo é da Monsanto. O hormônio recombinante do crescimento, rBGH, ou, segundo seu nome em inglês, Bovine Somatropine, BST, pode ser encontrado no mercado (inclusive no Brasil) com o nome de Polisac. Ele foi idealizado para que as vacas produzam mais leite do que produziriam naturalmente. Espera-se que nas vacas que se injeta diariamente o BST haja um acréscimo de 10 a 20 por cento na produção. Mas são tantos os perigos reais associados ao seu uso que hoje ele é proibido no Canadá, União Européia e outros países. A etiqueta exigida pela FDA no rótulo do produto associa seu uso a 21 enfermidades das vacas, aí incluindo cistos nos ovários, desordens uterinas, redução do tempo de gestação, incremento da taxa de gêmeos, retenção da placenta… O risco mais sério é o de mastite, ou inflamação do úbere. Uma vaca com mastite produz leite com pus que vai no leite. Aí o pecuarista apela para o uso de antibióticos que trazem problemas para os animais e enormes perigos sobre os seres humanos.

Quando se injeta o BST na vaca, sua presença no sangue estimula a produção de outro hormônio, o Fator de Crescimento 1 (IGF1), uma variedade de insulina. Trata-se de um hormônio protéico que tanto vacas como seres humanos produzem naturalmente. Já se comprovou: o hormônio da Monsanto incrementa os níveis de IGF1 no leite das vacas. Dado que o IGF1 é ativo nos humanos, causando divisão das células, alguns cientistas supõem que a ingestão de leite tratado com altos níveis de BST, poderia dar passagem a uma divisão e crescimento incontrolado de células humanas. Em outras palavras: câncer.

Em 1993, a própria Monsanto admitiu que o nível de IGF1 no leite é incrementado em torno de cinco vezes quando se usa o BST. Em 1995 um estudo descobriu que o IGF1 promovia o crescimento de tumores cancerígenos em animais de laboratório. Em 1996 estudo da Universidade de Illinois, Chicago, mostrou que as concentrações de IGF1 que há no leite das vacas tratadas com o BST podem provocar câncer de mama e colo entre as mulheres que bebem este leite.

A outra face muito horrenda da Monsanto é o controle das sementes. A Monsanto desenvolve sementes transgênicas que resistem ao herbicida Round Up. Você pode plantar hectares e mais hectares de uma única planta (soja, milho, etc) e garantir que não haverá pragas se usar os herbicidas e pesticidas da Monsanto, uma vez que planta resiste aos mesmos.

A introdução de transgênicos na natureza expõe nossa biodiversidade a sérios riscos, como a perda ou alteração do patrimônio genético de nossas plantas e sementes e o aumento dramático no uso de agrotóxicos. Além disso, ela torna a agricultura e os agricultores reféns de poucas empresas que detêm a tecnologia, e põe em risco a saúde de agricultores e consumidores.

Aqui no Brasil a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) liberou o milho transgênico NK 603, considerado cancerígeno por estudo apresentado por cientistas franceses. A comissão discutiu três pontos a respeito do polêmico milho transgênico da Monsanto.

Segundo o estudo do professor Séralini, publicado em 19 de setembro de 2012 pela revista Food and Chemical Toxicology, os ratos alimentados com organismos geneticamente modificados (OGMs) morrem antes e sofrem de câncer com mais frequência que os demais. Para realizar a pesquisa, 200 ratos foram alimentados durante o prazo máximo de dois anos de três maneiras distintas: (1) apenas com milho OGM NK603, (2) com o mesmo milho com aplicação de Roundup (o herbicida mais usado do mundo) e (3) com milho não alterado geneticamente tratado com Roundup.

Em outubro de 2012, o Idec assinou junto a outras entidades um ofício de urgência pedindo a suspensão da liberação comercial do milho transgênico NK603 no Brasil após a publicação de um primeiro estudo de longo prazo sobre os efeitos do produto no organismo.

Felizmente o Projeto de Lei 4148/2008, do deputado Luiz Carlos Heinze (PP/RS), que propõe a eliminação da informação no rótulo não conseguiu ser aprovado ainda, logo os produtos que são produzidos com alimentos transgênicos precisam ser identificados com o “T”, prevalecendo o direito do consumidor de saber o que está indo para seu prato.

Graças às suas patentes de sementes, a Monsanto se transformou no “Senhor da Vida” em nosso planeta, auferindo lucros no conceito de renovação da vida dos agricultores, os criadores originais.

As patentes das sementes são ilegítimas porque introduzir um gene tóxico em uma célula vegetal não é “criar” ou “inventar” uma planta. As sementes da Monsanto são sementes de mentira: a mentira de dizer que a Monsanto é criadora de sementes e de vida, a mentira de que, enquanto a Monsanto processa os agricultores e os asfixia em dívidas, pretende nos fazer crer que trabalha em prol de seu bem-estar, e mentira de que os OGM (organismos geneticamente modificados) estão alimentando o mundo. Os OGM não estão conseguindo controlar as pragas e as ervas daninhas, e em troca tem provocado o surgimento de super pragas e super-ervas daninhas.

Meu pedido então aos leitores do nosso blog é que não patrocinem esta mentira e digam o seu NÃO A MONSANTO não só neste dia 21 de Maio mas todos os dias do ano, pelo menos 3 vezes ao dia, quando faz sua sagrada refeição, escolhendo sempre consumir produtos orgânicos e provenientes de agricultura familiar.

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