02 a 04 de Novembro de 2018

Cotidiano, alimentar, ritualístico, divisão social do trabalho, mitos, dentre outros, dos Asurini do Xingu.

O povo Asuriní do Xingu é conhecido por sua expressiva e bela pintura corporal e sua rica produção de cerâmica decorada com grafismos geométricos. A atividade é exclusiva às mulheres que se ocupam de todas as etapas de sua fabricação: da coleta da matéria prima ao acabamento das peças. A produção dos potes de cerâmica e a arte dos grafismos se conectam com diversos aspectos da vida dos Asuriní: cotidiano, alimentar, ritualístico, divisão social do trabalho, mitos, dentre outros.

Objetivo:

– Contribuir para a reflexão sobre a importância da conexão e troca de saberes com povos autônomos da terra e da floresta para o fortalecimento e continuidade de suas práticas e saberes;
– Contribuir para a reflexão e conscientização do processo de construção cultural de um povo e a importância de sua autonomia a partir de uma relação equilibrada com a terra e da floresta.
– Dar visibilidade e conscientizar sobre a existência das universidades de saberes tradicionais nativas e outras formas de práticas e saberes através da oportunidade de contato do público com os Asurini do Xingu e sua arte;
– Sensibilizar a sociedade a respeito da situação dos povos atingidos pelo consumo e empreendimentos governamentais como a Rodovia Transamazônica, a Hidrelétrica de Belo Monte e a Mineradora Belo Sun, com enfoque no caso Asurini. 
 

Vivência com a família Marytykwawara, teoria e prática em :

 – Cultura Tradicional Awaete
– Artes Awaete (Grafismo, Cerâmica, Cestaria, Arco e Flecha).
– Música
– Contação de História.
– Trilha Sensorial
– Fogueira
– Cultura Alimentar
– A História das Coisas
 

Facilitadores:

MATUJA ASSURINI – Doutora na Cultura Awaete ,Filha de Japuka e Moaiwa (membro do grupo de velhos respeitados na comunidade, Pajés e Marytykaywa – cantadores), mãe de Time’i e mais 8 fi lhos dentre eles dois Pajés. Matuja é uma das referências do conhecimento da cultura tradicional feminina da comunidade. Uma das principais detentoras do conhecimento tradicional Awaete, é CANTORA, ARTESÃ, CERAMISTA E PINTORA, atua na atividade há mais de 40 anos. É Tauwywa, cantora das festas, participou de diversas feiras expositoras e ministrou ofi cinas. Suas fotografi as e peças já rodaram o Brasil e o Mundo em exposições temáticas da cultura Asurini do Xingu. Em 2015 foi reconhecida como Mestre pela Fundação Cultural do Pará através do Prêmio “Manifestações Culturais”  no qual concorreu com diversos representantes da cultura material e imaterial do estado. Participou do Seminário sobre  Cerâmica Indígena no Museu do Índio no Rio de Janeiro em 2014 e da Feira dos Povos do Médio Xingu em Altamira/ Pará em 2015.

TIMEI ASSURINI – Graduado na Cultura Awaete, Filho de Matuja e Itakyri, irmão e neto de pajés, criado pela vó Jawuka, é conhecedor da cultura tradicional, histórias e lendas locais, além de espécies importantes para a cosmologia e medicina tradicional Asurini. Alfabetizado na língua, fala fl uentemente o idioma Tupi. Artesão e bioconstrutor, produz bancos, arco e fl echas entre outros além de atuar na construção das casas tradicionais. Desde 2015, decidiu sair da aldeia para acompanhar a cena político cultural de Belém e Rio de Janeiro em busca de caminhos para entender o mundo do Karai, estudar e conseguir seu protagonismo para então poder retornar a
sua comunidade com conhecimento e parcerias necessárias para emancipação de sua cultura e seu povo, principalmente junto a mediações de confl itos socioambientais que enfrentados no território devido a realidade local de impacto de grandes empreendimentos como a Tranzamazônica no início do contato e atualmente Belo Monte. Participando e promovendo troca de saberes com conexões como Gaia Education, Schumacher College,
Pindorama, Tibá, PUC, UFF, Uana Eté entre muitas outras.

CARLA ROMANO – Aprendiz da Terra e da Floresta, Mãe, educadora, produtora cultural, designer e permacultora. Desde a infância já demonstrava pensamentos críticos sobre a relação entre sociedade, território e demais. Com formação acadêmica em Design: Comunicação Visual com Ênfase em Marketing pela ESPM/RJ, PDC no Pindorama e outras formações de livre aprendizado. Há cerca de 14 anos tem se dedicado a encontrar caminhos para o fortalecimento, construção e continuidade de culturas de autonomia e elaboração de projeto colaborativos com povos da terra e da floresta principalmente relacionados a educação ambiental, patrimônio, agrofloresta e permacultura. Trabalhando com etnias do norte, nordeste e sudeste do país e instituições como Museu do índio do Rio de Janeiro e Museu Nacional. Através de seus projetos “Inajá Design Permacultural”, onde aplica seus conhecimentos de Design, Permacultura e Produção Cultural junto à povos tradicionais e com o projeto “Permaculturinha” para trabalhos de educação ambiental junto ao público infantil, tem se dedicado a apoiar o grupo Marytykwawara com o projeto “Agenda Awaete”.

Rotina Diária

Primeiro dia início às 8:30 e término no último dias às 16:00

Primeiro Dia:

8h30 — CHECKIN – CONECTANDO A TRIBO

Recepção com frutas. Dinâmica da História Coletiva; Ofereço e Preciso, Cantos de Conexões

9h30 — RECONHECENDO O TERRITÓRIO

Imaginação Guiada: Chegando no Xingu; Pintura para proteção, Cultura Geral Indígena e ambientação, Trilha sensorial com Imaginação Guiada “Entrando na Mata”, Coleta, Canto.

11h30 — ALMOÇO AWAETE TRADICIONAL

Acompanhamento: Banana Sapa e Banana da Terra Assada, milho, macaxeira com mel e castanha, castanha do Pará, bananas variadas, açaí, batata doce, amendoim, puba com mel e beju.

14h — VIVÊNCIA DE CERÂMICA MATERIAIS E PROCESSOS

  • Parte I

19h — JANTAR TRADICIONAL COM FOGUEIRA

jy~pykytipe: Macaxeira, castanha do Pará e mel
Manarenmy: Puba, castanha do Pará e mel
Awaxikyry: Milho
ACOMPANHAMENTOS.

22h — Recolhimento e apagar das Luzes (período de silêncio).

Segundo Dia:

8h — CAFÉ DA MANHÃ AWAETE TRADICIONAL

Banana Sapa e Banana da Terra Assada, milho, macaxeira com mel e castanha, castanha do Pará, bananas variadas, açaí, batata doce, amendoim, puba com mel e beju.

9h — DIÁLOGO SOBRE CULTURAS PERMANENTES

Conhecendo o Pindorama pelo olhar Awaete

11h30 — ALMOÇO AWAETE TRADICIONAL

Acompanhamento: Banana Sapa e Banana da Terra Assada, milho, macaxeira com mel e castanha, castanha do Pará, bananas variadas, açaí, batata doce, amendoim, puba com mel e beju.

14h — VIVÊNCIA DE CERÂMICA MATERIAIS E PROCESSOS

  • Parte II

19h — JANTAR TRADICIONAL COM FOGUEIRA

jy~pykytipe: Macaxeira, castanha do Pará e mel
Manarenmy: Puba, castanha do Pará e mel
Awaxikyry: Milho
ACOMPANHAMENTOS.

22h — Recolhimento e apagar das Luzes (período de silêncio).

Terceiro Dia:

8h — CAFÉ DA MANHÃ AWAETE TRADICIONAL

Banana Sapa e Banana da Terra Assada, milho, macaxeira com mel e castanha, castanha do Pará, bananas variadas, açaí, batata doce, amendoim, puba com mel e beju.

9h — RODA DE CONVERSA COM APRESENTAÇÃO DA AGENDA AWAETE COM DATA SHOW

10h — CHECKOUT

Como você sai daqui hoje? O que pode deixar?
História Coletiva para comparação com a anterior.
Ofereço e Preciso.
Como você acha que pode contribuir para a família  Marytywawara?
Gostaria de se conectar?

CANTORIA DE FECHAMENTO

12h — ALMOÇO

16h — ENCERRAMENTO

As acomodações são em quartos coletivos e serão oferecidas diariamente, três refeições veganas.

As despesas de hospedagem e alimentação no Instituto já estão incluídas no custo.

Aconselha-se trazer agasalhos pois a sensação térmica média (manhã e noite) é de 19º C no verão.

LOCAL:  Nova Friburgo – Rio de Janeiro.

Política de Desistência e Devoluções
https://pindorama.org.br/politica-de-desistencia-e-devolucoes/

Ementa do Curso

Bioconstrução Presencial Detalhes 00:00:00

Avaliações do Curso

N.D.

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